[Mania de listas] Os melhores livros que Barbara quase leu em 2014

Achei que esse ano seria diferente. Infelizmente não foi. Eu poderia estar roubando, poderia estar matando, mas em vez disso estou apenas não terminando de ler livros. E, como não posso fugir do espírito natalino e me sinto sazonalmente obrigada a falar a verdade (ao invés de inventar uma lista com livros bons que eu de fato terminei de ler), segue aqui a lista dos melhores livros que não li até o fim em 2014. Espero que 2015 seja melhor (quem estou tentando enganar).  

Slouching Towards Bethlehem – Joan Didion (ed. Farrar, Straus & Giroux)

Esse é o que eu mais tenho vergonha de admitir que não terminei de ler. O livro é maravilhoso: tivemos uma relação de ida e volta que durou o ano inteiro. Queria ter terminado antes da virada, mas sei que não vai dar tempo. Slouching Towards Bethlehem é uma reunião de ensaios de Joan Didion, que variam entre entrevistas, perfis (que variam de figuras conhecida como Joan Baez até uma desconhecida dona de casa) reportagens investigativas e reflexões sobre a existência. Meu ensaio preferido é o que dá título ao livro, no qual Joan vai para São Francisco acompanhar o insurgência dos hippies.  


Bear Attacks – Their Causes and Avoidance [Ataques de ursos – suas causas e como evitar] -Stephen Herrero (ed. Lyons Press)

Esse é um dos melhores livros que não terminei de ler DA VIDA. Pode parecer ridículo ler um livro sobre como se defender de ataques de urso, mas não será tão ridículo o dia em que você estiver sozinho frente a frente com uma bola de pelos dessa. Stephen Herrero é um doutor em comportamento animal e te ensina tudo que precisa saber sobre como se defender de dois tipos de urso, o cinzento e o pardo. E, não tenho vergonha de dizer, ainda dá detalhes de ataques verídicos, caso você curta esse tipo de coisa (uma espécie de CSI: URSO). 

On Not Being Able to Paint [Sobre não conseguir pintar] – Marion Milner (ed. Routledge)

Esse livro, publicado pela primeira vez em 1950, é um estudo sobre os bloqueios que sentimos quando tentamos produzir algo criativamente. Milner percebe que não consegue criar pinturas que a deixem com uma sensação de satisfação. Decide então se lançar em uma investigação para descobrir os vícios que enfrentamos na hora de produzir algo criativo. 

We Sit Together: Utopian Benches from the Shakers to the Separatists of Zoar [Nós sentamos juntos: bancos utópicos dos Shakers aos Separatistas de Zoar] – Francis Cape (ed. Princeton Architecturial Press)

Para as comunidades utópicas, o banco é um símbolo de grande importância, pois viabiliza o momento da união e comunidade, seja na hora da refeição, reza, prática de política, ou qualquer outra. Francis Cape recria vinte e cinco bancos de comunidades utópicas americanas, desde as mais conhecidas até as mais ‘underground’. Um belo panorama dessas sociedades alternativas. 

Bônus: Um livro que li até o final!

O ursinho Pooh – A. A. Milne


Sei que essa é uma lista de livros que não terminei de ler, mas isso é só por que a safra dos que não terminei de ler esse ano foi melhor do que os que terminei. Uma das exceções é O ursinho Pooh, de A. A. Milne, livro que deu origem ao desenho que todos conhecemos e amamos. O livro é bem curtinho, mas é uma joia. Cheio de poemas delicados e doces, personagens hilários, nostalgia e sensações de que tudo é possível, esse livro é uma leitura maravilhosa que eu recomendo para qualquer um.  

Barbara Wagner Mastrobuono – Assistente editorial e insiste que usem seu nome completo, mesmo este sendo “comprido demais”. Sonha em ser o Robert Capa, apesar de saber que a coisa mais corajosa que já fez foi assoar o seu nariz de forma escandalosa publicamente. Persevera em pronunciar errado a palavra “besouro”.

Um comentário em “[Mania de listas] Os melhores livros que Barbara quase leu em 2014

  1. Bárbara, adorei seu texto. O que mais me fez rir foi que hj decidi que não vou terminar “Outras vidas que não a minha”. Você não explica os motivos do seu abandono, mas o meu foi oura e simplesmente pq o momento passou. O livro é incrível, quero lê-lo em outro momento (ahaha, isso não vai acontecer, mas já aceitei isso também…mentira, não aceitei e estou me sentindo super culpada e procurando explicações para minha inoperância literária – e ainda não sei o que vou fazer com relação ao livroooo)
    Ps: adorei seu texto!

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