[TIROLEITE] Off-Granta

Por: Bruno Leite

Sim sim sim, somos uns fanáticos por listas, não negamos e esse ano ficamos especialmente ouriçados com o lançamento da edição britânica dos jovens melhores autores pela Granta. Fizemos uma força tarefa e o resultado dessa animação toda vocês podem ver bem aqui.

Mas eis que chegou o dia e essa edição da Granta aterrissou  nas prateleiras brasileñas traduzida e pomposa. Pergunto: quem fomos correndo garantir o seu quinhão? Exatamente! Mas, antes de chegarmos aos finalmentes, vamos às preliminares.

No prefácio, o editor/carrasco/ídolo John Freeman nos explica como foi o processo de feitura da Granta, como e quem selecionou, e o que eu achei mais legal – mas depois me arrependi de ter achado legal e achei meio mancada – foi o fato dele colocar nesse prefácio o nome de quem triscou na trave, se deixou levar pelo sudoeste e ficou ali, balangando em cima da rede. Como somos um blog que emana amor, resolvemos fazer uma mini apresentação desses “quase-eleitos”. Vamos começar com quem foi não se enquadrou no quesito idade.
Rana Dasgupta: Nasceu na Inglaterra, mas vive atualmente na Índia; seu romance de estreia Tóquio cancelado foi muito bem recebido pela crítica, porém despontaria no cenário literário com Solo, livro que lhe rendeu o prêmio Commonwealth Writers.

China Miéville: Sim, é um nome, não um apelido. China é inglês, esquerdita e possui um vasto material editado seja como HQs, textos acadêmicos, contos e romances. Seu único livro publicado no Brasil é Rei rato e aproveito aqui para dar um Hello editoras!! Vamos acordar pra cuspir?

Tom McCarthy: Antes que vocês se animem, não, não é o roteirista de Up; esse Tom nasceu na Inglaterra e é um desses autores descobertos e adotados pela crítica como “um dos melhores do século” e não tem nenhum livro editado no Brasil.

Agora, vamos aos que por um incrível mal olhado não conseguiram ingressar na turma; sal grosso never knows…

Edward Hogan: É professor universitário, sua produção vai desde literatura à literatura infanto-juvenil (nenhum deles foi lançado por aqui ainda) e o que mais me gerou simpatia: ele nasceu no dia 29 de fevereiro gente, morro de dó, sério…

Jon McGregor: Com quarto livros editados, um deles no Brasil, Jon é uma unanimidade no Reino Unido, sendo aclamado por críticos como um dos melhores expoentes da nova geração.

Peter Hobbs: Peter é bretão até o último fio de cabelo; nasceu em Cornwall e estudou em Oxford. Seu primeiro livro Short day dying foi bem recebido pela crítica e ainda não ganhou uma edição nacional.

Cynan Jones: Cynan é um gaulês classudo que tem quatro livros editados e pasmem, nenhum deles no Brasil. Mesmo fora da lista, a Granta editará seu próximo livro ano que vem.

Tom Rachman: É um amor declarado, tanto meu quanto da Juliana; Tom é autor d’Os imperfeccionistas, e vocês podem conferir a resenha dele bem aqui. Por esse livro ele ganhou uma absurda notoriedade, sendo eleito um dos melhores livros do ano por publicações como The New York Times, Washington Post e The Economist

E já que os maiores produtos de exportação da Inglaterra são a música e a literatura, preparamos um TOP 10 – Melhores discos pra ouvir lendo e acreditem, foi difícil montar; houve choro e ranger de dentes por ter que deixar tanta gente fora:

Franz Ferdinand – Franz Ferdinand
Amy Winehouse – Back to Black
Arctic Monkeys – Whatever People Say I am That’s What I’m Not
Adele – 21
Florence + the Machine – Cerimonials
Radiohead – In Rainbows
Kaiser Chiefs – Employment
Mumford & Sons – Babel
Gorillaz – Demon Days
Keane – Hopes and Fears

Aqueçam-se e preparem as suas grantas, pois muito em breve entregaremos uma resenha mais do que especial para vocês.

Bruno Leite: Um taurino neurótico. Um beatlemaníaco que samba. Porque literatura é luz, raio, estrela e luar.

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