Espananews Especial: Programação Flip parte 4

Nosso especial sobre a Flip ficou parecido com a Trilogia “Herança”, do Christopher Paolini: Eram para ser 3. Mas aí o terceiro acabou ficando mais longo que o imaginado e… plim… dividimos em 4! Pedimos desculpas pela demora desta parte extra…

De qualquer forma, os ingressos da Flip começaram a ser vendidos hoje, com bastante confusão no site. Muita gente reclamando de problemas no sistema, enquanto várias mesas foram esgotando (por enquanto só na tenda dos autores. Na tenda do telão a única que esgotou foi a Mesa 9). Podemos adiantar que a experiência de compra deste ano da nossa equipe também foi bem tumultuada, mas no fim das contas conseguimos.

Chega de mimimi e vamos às mesas que faltam para fechar a programação.

Mesa 11: “Maus hábitos”

Zuca Sardan: Carlos Felipe Alves Saldanha, nasceu em 1933 no Rio de Janeiro. Atualmente mora na Alemanha e é conhecido como Zuca Sardan e mesmo presente em momentos chaves da literatura nos anos 60, 70, infelizmente parece ser ainda um ilustre ‘desconhecido’ no Brasil. Concluiu o curso de Arquitetura pela Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1956. Entre 1963 e 1965 faz o curso de preparação para Carreira Diplomática no Instituto Rio Branco, em Brasília DF; nos anos seguintes serve, como diplomata, na Alemanha, Argélia, Nicarágua, EUA, Peru, URSS, Holanda e Tailândia.

Em 1958 publica Operetta inachevée, seguido, em 1969, dos Poemas Zum, editado enquanto o poeta trabalhava no Japão. As publicações se intensificaram na década de 70, fazendo com que seja frequentemente associado ao “Grupo do Mimeógrafo”, especialmente por ter sido incluído na antologia 26 Poetas Hoje (1976), organizada por Heloísa Buarque de Hollanda, em que estavam também nomes como Roberto Piva, Geraldo Carneiro, Chacal, Waly Salomão, Torquato Neto, Ana Cristina César, Eudoro Augusto, Cacaso (Antonio Carlos de Brito). Sua obra ainda inclui os livros Aqueles Papéis (1975), Os Mystérios (1980), Visões do Bardo (1980), Osso do Coração (1993), entre outros. Está previsto para julho seu novo livro Ximerix, pela Cosac Naify. Aqui alguns links que nos ajudaram a descobrir o Zuca Sardan (com informações valiosíssimas) aqui, aqui e aqui.

Nicolas Behr: (Nikolaus von Behr) nasceu em Cuiabá, em 1958. Cursou o primário com os padres Iogurte com Farinha, em mimeógrafo, tendo vendido 8.000 exemplares de mão em mão. Em agosto de 1978, após ter escrito Grande Circular, Caroço de Goiaba e Chá com Porrada, foi preso e processado pelo DOPS por “porte de material pornográfico”, sendo julgado e absolvido no ano seguinte. Até 1980, publicou ainda 10 livrinhos mimeografados. Foi redator publicitário e trabalhou em ONGs ambientalistas. Em 2008 seu livro Laranja Seleta – poesia escolhida – 1977 – 2007 pela Língua Geral, foi finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura. E este ano, o autor repete a dose, sendo finalista em poesia pelo livro Meio seio, também da Língua Geral. O site do autor é muito simpático.
jesuítas em Diamantino, MT, onde os pais eram fazendeiros. Mudou-se para a capital aos 10 anos e queria ser geólogo, arqueólogo ou historiador. Mora em Brasília desde 1974. Em 1977 lançou seu primeiro livrinho e best seller,
Mesa 13: “O espelho da história” – mediação Ángel Gurria-Quintana

Aleksandar Hemon: Nasceu, em 1964, em Sarajevo (quando o país ainda se chamava Bósnia). Em 1992 foi para Chicago passar alguns meses, mas acabou tornando-se um exilado, pois a guarra da Bósnia começo e ele não pode voltar para casa. Teve uma série de empregos (como mensageiro e livreiro) quando conseguiu publicar alguns contos em coletâneas. Seu primeiro foi em 1995, “The life and work of Alphonse Kauders”, na revista literária Triquartely. Alguns dos sues contos foram publicados na Paris Review, entre outras importantes publicações. Publicou seu primeiro livro, E o Bruno?, em 2000 (publicado no Brasil em 2002). Em seguida vieram As fantasias de Pronek (2002, publicado no Brasil em 2009), Exchange of pleasant words e A Coin (ambos de 2006), O projeto Lazarus (2008, publicado no Brasil em 2009) e Amor e obstáculos (2009, publicado no Brasil em 2011). Em 2011 recebeu o prêmio PEN/W.G. Sebald. Este ano lançará um livro autobiográfico The book of my lives. Será que seirá por aqui durante a Festa? O autor mantém um site, que você pode conferir aqui.

Laurent Binet: nasceu na França, em 1972. se formou em Literatura na Universidade de Paris e hoje é professor de francês em escolas do subúrbio de Paris (experiência que inspirou a escrever o livro La vie professionale de Laurent B., de 2004) e também nas Universidades Paris III e Paris IV. Antes disso, em 2002, ele publicou um livro de ficção, Forces e faiblesses de nous manqueuses. Foi em 2010, com o livro HHhH (lançado no Brasil em 2012 e que falamos no blog), que o autor ganhou reconhecimento. Com o romance histórico que se passa durante a Segunda Guerra Mundial, ele foi laureado com o Goncourt (prêmio mais importante da literatura em língua francesa). Graças a esse prêmio, o autor recebeu o telefonema do então presidente Nicolas Sarkozy elogiando o seu trabalho. Acontece que o autor apoiou nas últimas eleições o candidato socialista François Hollande, que venceu o pleito e é o atual presidente do país. E é sobre esse assunto o mais recente livro do autor, Rien ne se passe comme prevu (2012), com relato dos bastidores da campanha presidencial. O autor mantém um twitter, que parece não ser muito atualizado.

Mesa 14: “Os limites da prosa” – mediação Samuel Titan Jr.

John Banville: William John Banville nasceu em 1946, em Wexford, Irlanda. Conhecido hoje pela sua escrita poética, sua precisão e pela prosa repleta de belas e impressionantes imagens. Hoje é um dos maiores autores da língua inglesa. Lançou seu primeiro livro em 1970, Longa Lankin (de contos), depois, em 1973, Birchwood e começa uma longa lista de prêmios literários para vários dos seus livros. Entre as premiações, estão Arts Council Macaulay Fellowship (1973), American Ireland Fund Literary Award (1975 com o livro Doctor Copernicus), Guardian Fiction Prize (1981 com o livro Kepler), Guinness Peat Aviation Award e Booker Prize shortlist (1989 com o livro The Book of Evidence), entre outros livros e indicações. O maior reconhecimento veio com o livro O mar, lançado em 2005 (aqui pela editora Nova Fronteira) e que ganhou o um dos prêmios mais importantes do mundo, o Booker Prize (falamos do livro aqui). A partir de 2006 se tornou um autor divido entre seus livros ‘sérios’ e ‘romances policiais’, isso porque começou uma série de livros sob o pseudônimo de Benjamin Black. Aqui no Brasil já foram publicado os 2 primeiros livros da série (de 7 no total) envolvendo o protagonista Garret Quirke: O pecado de Christine e, mais recente, O Cisne de Prata, ambos pela editora Rocco (aqui uma matéria sobre essa “divisão” do autor). Na Flip ele vai lançar o seu novo livro, Luz Antiga, pelo selo Biblioteca Azul, da Globo Livros. Além de escritor, Banville também é roteirista de cinema com alguns filmes como Albert Nobbs (2012), The Last September (1999) e está envolvido também na adaptação do seu romance O Mar, que tem previsão de lançamento ainda em 2013.

Lydia DavisNascida em 1947, Massachusetts, a autora é conhecida pelas suas narrativas curtas. Só que essa frase não faz jus à sua escrita inventiva e curiosa. Nesse ano ela foi a vencedora do Man Booker International Prize, prêmio que é entregue a cada dois anos para um autor vivo por suas “conquistas na ficção mundial” e inclui um valor de US$ 91 mil. O presidente do juri, Christopher Ricks, disse em comunicado oficial que a escrita de Davis “amplia seus pequenos braços para alcançar muitos. Como categorizá-los (seus textos)? Já foram chamados de histórias, mas também poderia ser miniaturas, anedotas, ensaios, piadas, parábolas, fábulas, textos, aforismas ou mesmo orações ou simples observações”.  Em 1974 Lydia se casou com o também escritor Paul Auster e teve um filho chamado Daniel. Além da escrita, Lydia também é conhecida por suas traduções de grandes obras da língua francesa, clássicos como Madame Bovary, de Gustave Flaubert e No caminho de Swan, de Marcel Proust. Lydia publicou seu primeiro livro em 1976, The Thirteenth Woman and Other Stories, além de publicar em outras coletâneas de contos e participar de antologias. Em 1994 escreveu seu único romance (ironicamente) The End of the Story. Seus últimos livros foram Varieties of Disturbance (2007) e The Collected Stories of Lydia Davis (2009). Este foi saudado pelo crítico da revista New Yorker James Wood: “Suspeito que os Contos Reunidos de Lydia Davis serão vistos no futuro como uma das maiores e mais estranhas contribuições da literatura americana”. Tipos de Pertubação, lançado recentemente pela Companhia das Letras é o seu único livro traduzido aqui no nosso país.  Lydia Davis vive em Nova Iorque e é professora de escrita criativa na Universidade de Albany.
Mesa 15: “Encontro com Michel Houellebecq” – mediação Javier Montes

Michel Houellebecq: o controverso autor francês tem divergência até em seu nascimento. Segundo a certidão de nascimento, nasceu em 1958; mas pelo biógrafo Denis Demonpion, nasceu 1956. Além de romancista, escreve poesias e ensaios, mas é mais conhecido mesmo por seus romances, que tem um quê de existencialistas, com um certa pitada de polêmicas. Um exemplo é seu ultimo livro lançado Mapa e território (2010) na época de seu lançamento, pois o site Slate.fr alegou que trechos do romance foram copiados da Wikipedia francesa. Ainda assim, o autor ganhou o prêmio Goncout pelo livro. Para ficar em outra polêmica, o seu livro Plataforma (2001) tem certa insinuações de pedofilia (Menezes falou um pouco disso aqui). O autor parece mesmo gostar de abordar temas mais polêmicos, como o aborto e a clonagem. E assim, há o time dos que amam e dos que odeiam. Outros livros conhecidos são Extensão do domínio da luta (1994) e Partículas elementares (1998). Houllebeq já tinha sido convidado outras vezes para a Flip, chegando a confirmar em 2011.


Mesa 17: “Tragédias no microscópio”
Daniel GaleraNascido em 1979 em São Paulo, mas de família gaúcha, cresceu em Porto Alegre. Viveu em diversas cidades como São Paulo, Santa Catarina, mas hoje vive em Porto Alegre. Publicou contos e textos na internet de 1996 a 2001 e também criou fanzines. Em 2001 criou a editora Livros do mal junto com Daniel Pellizzari e Guilherme Pilla e através dela publicou seus dois primeiros livros Dentes Guradados (2001) e Até o dia em que o cão morreu (2003 pela Livros do mal e 2007 pela Companhia das Letras). Fez parte da 2ª edição da Flip em 2004, edição que teve entre suas atrações principais nomes como  Jeffrey Eugenides, Jonathan Coe, Colm Tóibin, Paul Auster, entre outros. Em 2006 lança pela Companhia das Letras o (excelente) romance Mão de Cavalo muito bem recebido pela crítica. Em 2008 veio o romance Cordilheira, o primeiro volume da Coleção Amores Expressos, projeto que enviou 18 escritores a diversas cidades do mundo, com a ideia de escrever um romance através dessa experiência. Em 2010, um novo projeto, a HQ Cachalote em parceria com Rafael Coutinho. Barba Ensopada de Sangue (n’O Espanador teve resenha dupla: do Kalebe e do Bruno), lançado em 2012 foi considerado um dos melhores livros do ano, quase como um atestado da evolução do autor, que já algum tempo deixou de ser uma promessa e já é um dos melhores autores da Literatura nacional Contemporânea. Daniel Galera também está presente na lista da Revista Granta Melhores Jovens Autores Brasileiros e traduziu diversos livros em sua grande maioria autores ingleses e americanos contemporâneos. 

Jérôme Ferrari: Nasceu na França em 1968. Formado em filosofia, é atualmente professo em um liceu em Abu Dabi. Passou a infância e a juventude entre Paris e Córsega, cenário de boa parte de seu romance O Sermão sobre a queda de Roma (2012, publicado no Brasil em 2013) e que lhe rendeu o prêmio Goncourt. É tradutor do corsa que seria um dialeto entre o italiano e o francês. Além disso tem mais cinco romances publicados: Aleph zéro (2002), Dans le secret (2007), Balco Atlantico (2008), Un dieu un animal (2009) Où jái laissé mon âme (2010).


Mesa 18: “Literatura e revolução” – mediação Arthur Dapieve
Tamim Al-BarghoutiNasceu em 1977, no Egito. Filho da escritora egípcia Radwa Ashour e do poeta palestino Mourid Barghouti, que esteve na Flip em 2006 e dividiu a mesa com o poeta Ferreira Gullar. Tamim já escreveu 4 livros de poesia: Meejana (1999), Al-Manzar (2000), Qaluli Bethebb Masr (2005) e Maqam Iraque (2005). Al-Barghouti se formou em Ciência Política na Universidade do Cairo em 1999 e se especializou em Relações Internacionais na Universidade Americana do Cairo, onde se formou em 2001. Ele recebeu um PhD em ciência política pela Universidade de Boston em 2004, e tornou-se professor assistente na Universidade Americana no Cairo, em 2005. Tamim Al-Barghouti trabalha atualmente em Washington, como professor convidado da Universidade de Georgetown. Além dos livros de poesia, lançou os títulos de história/política Benign Nationalism: Egyptian Nation State Building under Occupation (2007) e The Umma and The Dawla: The Nation State and the Arab Middle East (2008). O autor ficou conhecido como “o poeta da revolução” quando teve seus versos declamados pelos manifestantes que ocupavam a Praça Tahrir, durante os protestos no Egito contra Hosni Mubarak, um dos primeiros eventos da chamada Primavera Árabe, em 2011. Um dos poemas que mais se destacou entre os manifestantes foi “Em Jerusalém”. E existe uma história curiosa que saiu no jornal O Globo e reproduzo aqui: Seus versos ganharam fama internacional em 2007, quando declamou o poema “Em Jerusalém” no programa “Príncipe dos Poetas”, uma espécie de “American Idol” dos bardos, transmitido para milhões de telespectadores árabes. Mesmo não vencendo, foi aclamado na internet, viu seus versos em cartazes nas cidades palestinas, sua voz reproduzida em ringtones de celular e se afirmou como um dos mais importantes poetas de sua geração. (aqui o vídeo)

Aqui uma tradução de “Em Jerusalém” , por Safa A.C. Jubran para O Globo.
(…)
Um sorriso me surpreendeu
Não sei como conseguiu se infiltrar,
e quando, atento, mirei-o de perto, disse me:
“Você, quem chora atrás do muro, é tolo ou enlouqueceu?
Não deixe seu olho chorar;
você, parte esquecida do texto principal
Não chore, ó árabe, e saiba que:
Em Jerusalém, qualquer um está em Jerusalém,
Mas eu só vejo você, em Jerusalém”.
(aqui o poema completo

Mamede Mustafa Jarouche: Filho de imigrantes libaneses, Mamede Mustafa Jarouche nasceu em Osasco, São Paulo em 1963. Bacharel em Letras (Português & Árabe) pela Universidade de São Paulo (1988); doutor em Letras (1997) e Livre-Docente (2009) em Literatura Árabe pela mesma universidade. Atualmente é professor efetivo da Universidade de São Paulo, onde leciona desde 1992. Possui pós-doutorado pela Universidade do Cairo e é professor de língua e literatura árabe, bem como pesquisador na Universidade de São Paulo. Mamede nunca havia considerado estudar árabe (mesmo o árabe sendo o seu idioma doméstico) até ganhar uma bolsa de estudos do governo da Arábia Saudita em 1981. Trabalhou também em países como Iraque, Egito e Líbia. Começou a prática da tradução literária ao começar a lecionar árabe na USP, em 1992. Hoje é considerado uma das maiores autoridades em língua árabe, principalmente por ter traduzido pela primeira vez (direto do árabe) o Livro das mil e uma noites (pela editora Globo), um verdadeiro primor. Por esse trabalho recebeu o Prêmio Jabuti de Melhor Tradução, o Prêmio de Melhor Tradução do Ano da Associação Paulista dos Críticos de Arte, e o Prêmio Paulo Rónai de Tradução. De passagem pelo Cairo (para participar do Salão do Livro), foi surpreendido pela revolta popular contra o ditador Mubarak no início da Primavera árabe, fez um relato para a Folha de S.Paulo.

Mesa 19: “A arte do ensaio” – mediação Paulo Roberto Pires

Geoff Dyer: Nascido em 1958, em Cheltenham, Inglaterra. vive atualmente em Londres. Jornalista, que ganhou destaque com o livro But Beautiful, publicado em 1981, com oito perfis sobre grandes nomes do Jazz (Duke Ellington, Lester Young, Thelonious Monk, Bud Powell, Ben Wesbter, Charles Mingus, Chet Baker e Art Pepper) e que a Companhia das Letras lança ainda em junho com o título Todo aquele jazz. É nesse livro que Dyer mostra um pouco do que viria a ser seu estilo característico nos outros livros de não ficção: a mistura sutil entre o que é ficção e o que é história, mas sempre com bom humor, irreverencia e ironia. Seu estilo vem sendo considerado um dos grandes nomes do chamado novo ensaísmo, com um toque pessoal. Seu último romance lançado aqui pela Intrínseca, Jeff em Veneza, Morte em Varanasi, recebeu um longo e elogioso texto de James Woods na New Yorker (que foi traduzido para o site do IMS): “Evidentemente, porém, os livros de Dyer são mesmo escritos: livros interessantes sobre o tédio, livros de sucesso sobre o fracasso, livros completos sobre a incompletude. E pode-se perceber que Dyer, longe de exercer uma fácil resignação irônica, é efetivamente um romântico tardio, um flâneur saído de Rilke (mas com uma avinagrada pitada inglesa de Kingsley Amis), ansioso por experienciar tanto quanto possível, por viajar e se apaixonar e conhecer novas pessoas, e precavido com escrita e leitura, pois, ainda que preservem tais experiências, elas o fazem sob um distanciamento mimético. O problema para o romântico é que para ter algo sobre o que escrever ele precisa viver – ou seja, não ficar escrevendo”. Até agora Geoff, já lançou 14 livros, sendo 4 romances e os outros divididos entre ensaios e não ficção (outros livros publicados no Brasil até agora são Ioga para quem não está nem aí e O Instante Contínuo, ambos pela Companhia das Letras). Além da sua mesa, ele também vai participar da Oficina Literária da Flip. Site oficial do autor. Entrevista na Believer. James Woods sobre Geoff Dyer no site do IMS. O Casmurros falou sobre Dyer quando ele visitou o Brasil há pouco mais de 2 anos. 

John Jeremiah Sullivan: Nasceu em 1974, em Louisville, Kentucky (EUA). Seu pai era o jornalista esportivo Mike Sullivan. Seu primeiro livro, Blood horses: notes of a sportswriter’s son, publicado em 2004, aborda suas lembranças de infância e investiga a história dos cavalos de corrida de sangue puro. Já Pulphead: essays (2011, que sai este mês no Brasil) é uma antologia de 14 artigos publicados originalmente em diversos veículos. Entre os ensaios da antologia se destaca: ‘Mister Lytle: An Essay” publicado originalmente na The Paris Review e ganhou diversos prêmios. Esse ensaio retrata o tempo que ele viveu com Andrew Nelson Lytle (um grande dramaturgo americano) nos anos 1990, enquanto ele o ajudava com tarefas domésticas o dramaturgo lhe dava lições de vida e literatura (link para o ensaio). John escreveu para diversas revistas como a Harper´s Magazine, New York Magazine, The Paris Review e a GQ (nesta ele escreveu um texto bem interessante sobre David Foster Wallace). Recebeu um elogio do próprio Dyer, com quem vai dividir a mesa: “Tenho gostado mais de ler livros como os de Jeremiah do que a maioria dos novos romances”, disse o autor na Folha de S.Paulo.

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