Espananews Especial: Programação Flip parte 3

O Especial acabou ficando maior do que esperávamos. Mas fizemos um apanhado dos autores que vão participar desta edição, separado por mesas.

Mesa 1: “O dia-a-dia debaixo d’água” – mediação  Noemi Jaffe

Alice Sant’Anna: Nasceu em 1988 no Rio de Janeiro, onde vive até hoje. Estreou com o livro Dobradura, pela editora 7Letras em 2008. Alice se formou em jornalismo, morou em Paris, onde engatou um mestrado em Letras e hoje trabalha na revista Serrote. Ela manteve um blog de março de 2006 a dezembro de 2011 com diversos poemas e outros textos chamado pra não ficar na gaveta. Seus poemas estão em várias antologias, como a espanhola Otra Línea de Fuego – Quince poetas brasileñas ultracontemporáneas, organizada por Heloisa Buarque de Hollanda e traduzida por Teresa Arijón. Lançou Bichinhos de luz em 2009 e em 2012 Pingue-Pongue, em parceria com Armando Freitas Filho, ambos com tiragens limitadas.
Foi apontada como um dos grandes destaques da nova geração da poesia brasileira e em 2013 lançou o livro Rabo de Baleia pela Cosac Naify (neste link, ela lê um poema do livro). Para mais informações sobre a autora, esta matéria da Saraiva Conteúdo, ou esta, neste blog e mais um vídeo, com Alice falando sobre a importância de Drummond.

Ana Martins Marques: Nascida em 1977,  Belo Horizonte, Minas Gerais, concluiu o mestrado em A Vida Submarina pela editora mineira Scriptum, que hoje está praticamente esgotado. Na época de seu lançamento foi saudada como uma das grandes promessas da Poesia Contemporânea. Recebeu por duas vezes consecutivas o prêmio Cidade de Belo Horizonte. Em 2011 lançou pela Companhia das Letras Da Arte das Armadilhas, e com esse livro ela venceu a categoria de Poesia (Prêmio Alphonsus de Guimaraens) concedido pela Fundação Biblioteca Nacional em 2012.
literatura pela UFMG com uma dissertação sobre o romancista gaúcho João Gilberto Noll, e hoje cursa doutorado em literatura comparada e trabalha na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde atua como redatora e revisora. Em 2009 lançou o livro
Pra quem quiser conhecer um pouco mais, aqui a autora como aposta da revista Bravo! e uma entrevista concedida ao jornal Rascunho.

Bruna Beber: Nasceu em 1984, em Duque de Caxias no Rio de Janeiro, mas atualmente vive em São Paulo. Já trabalhou com vários sites, como redatora publicitária, jornalista e tradutora. Também trabalhou com pesquisa, produção e revisão de conteúdo para livros e roteiros para TV. Lançou em 2006, seu livro de estréia de poesia, a fila sem fim dos demônios descontentes pela editora 7Letras, hoje esgotado. Fez a curadoria da exposição Blooks – Letras na rede, ao lado do poeta Omar Salomão, em setembro de 2007, sob coordenação de Heloísa Buarque de Hollanda. Foi vencedora do 2º Prêmio QUEM Acontece na categoria revelação literária de 2008. Publicou em 2009 seu segundo livro, Balés pela editora Língua Geral. Em 2010 ela lançou o livro Rapapés & Apupos com poemas escritos entre 2000 e 2005, Num formato especial (12×18), acompanhados por desenhos de Francine Jallageas, foi publicado originalmente numa tiragem numerada de 50 exemplares pela Edições Moinhos de Vento em parceria com a 7 letras. Além de participar de diversos sites e antologias, ela também tem uma espécie de Podcast com o nome de Poetrycast em que a autora recita alguns poemas (é bem bacana). Além disso, no site do IMS, na seção “correspondências”, ela troca cartas ótimas com o também poeta Chacal. Para mais informações sobre autora, há também uma matéria bacana no Saraiva Conteúdo e esta entrevista.


Mesa 3: “Formas da derrota” – mediação João Gabriel de Lima
Paulo Scott: Nasceu no Rio Grande do Sul, em 1966. Formado em Direiro pela PUC do Rio Grande docurtas para domesticar as paixões dos anjos e atenuar os sofrimentos dos monstros, com o pseudônimo Elrodris (mesmo nome que o autor usa no Twitter). Em 2004 lança pela (saudosa) editora Livros do Mal, seu livro de contos Ainda Orangotangos (reeditado pela Bertrand Brasil em 2007), e foi um dos três finalistas do Prêmio Açorianos de Literatura.
Sul e Mestre em Direito Público pela UFRGS. Publica seu primeiro livro em 2001, de poemas pela editora Sulina Histórias, chamado
Em 2005 lançaou o livro Voláteis, pela editora Objetiva e conquistou o prêmio Autor Revelação do Ano de 2005 – Prêmio Jornal O Sul / Câmara Rio-Grandense do Livro / Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Em 2006 publicou alguns livros de poesia: A Timidez do Monstro, pela Editora Objetiva e O Senhor da Escuridão, peal editora Bertrand Brasil e, em 2011, O Monstro e o Minotauro, em coautoria com Laerte, pela editora Dulcinéia Catadora. Em 2012 lança o livro o Habitante Irreal, pela editora Alfaguara, em uma história que começa nos anos 1980 após o fim da ditadura, num certo acerto de contas e também as desilusões de uma geração (a do próprio autor que viveu todas essas mudanças. Esse mês lança o seu novo livro, Ithaca Road, que faz parte do projeto Amores Expressos da Companhia das Letras. Para isso, o autor viveu um tempo em Sydney, Austrália (o jornal O Globo falou sobre o livro aqui).  Mantém 2 blogs: http://pauloscott.wordpress.com/  e   http://rochascott.wordpress.com/

José Luiz Passos: Nasceu em Pernambuco, em 1971. Se formou em Sociologia em 1994 e, pouco tempo depois dessa graduação, embarca para os Estados Unidos para fazer doutorado em Letras, e nisso já se vão 18 anos. Ficou nove anos na Universidade de Berkley e está desde 2008 na Universidade da Califórnia (Ucla), que o recebeu anos antes como aluno. Já deu aulas de português, de literatura latino-americana, brasileira e portuguesa, fundou o Centro de Estudos Brasileiros na Ucla e lançou, aqui, dois livros de crítica: Ruínas de Linhas Puras (1998), sobre Macunaíma, e Machado de Assis, o Romance Com Pessoas (2008). Lançou pela Alfaguara, em 2009, o livro O Nosso Grão Mais Fino e o (incrível) Sonâmbulo Amador em 2012 (nosso texto sobre o livro aqui e também do blog Alma do meu sonho). Para quem quiser ver, um vídeo incrível em que José Luiz Passos fala sobre sua formação, sobre a demanda do ensino de português e da cultura brasileira nos EUA, sobre o que acha da literatura brasileira contemporânea, sobre a internacionalização da literatura brasileira, sobre a hispanização da Califórnia e sobre as iniciativas que poderiam melhorar o acesso à cultura brasileira e ao português nos EUA. Uma curiosidade que não abalou o autor: por poucos dias ele não entrou na Granta Melhores Jovens Autores Brasileiros, que só aceitava inscrições de autores que nasceram a partir de 1º de Janeiro de 1972. José Luiz é de 21 de Dezembro de 1971. 10 dias. Em entrevista ao Sábatico: “O caso virou piada, mas tal qual meu herói Jurandir, isso me isenta do confronto, do enfrentamento comigo, da possibilidade da falha”.

Mesa 6: “Formas de texto” – mediação Cassiano Elek Machado
Lila Azam Zanganeh: Lila nasceu em Paris. Filha de iranianos exilados, estudou literatura e filosofia na The New York Times, Le Monde e La Repubblica. Em 2011 foi vencedora do Roger Shattuck Prize for Criticism, prêmio concedido pelo The Center for Fiction. Seu livro de estréia, em 2011  O encantador — Nabokov e a felicidade, a ser lançado pela Alfaguara é uma mistura de biografia, ensaio e ficção sobre o escritor Vladimir Nabukov e a autora explicou ao jornal O Globo um pouco do fascínio por Nabokov: “Nabokov, para mim, é o escritor que acreditou mais do que qualquer outro no poder da imaginação. E, para ele, a imaginação começa com visão, com detalhe, com uma cuidadosa e maravilhosa observação do mundo”. O livro recebeu elogios de autores como Salman Rushdie e Orhan Pamuk.
Ecole Normale Supérieure e se mudou para os Estados Unidos para dar aulas na Universidade de Harvard em 2002. Ela fala fluentemente seis línguas e já escreveu para os jornais
Hoje ela está se empenhando para aprender o português, pensando um pouco na sua Mesa na Flip.
Ela vive em Nova York, onde escreve seu novo romance The Orlando Inventions (com os direitos já vendidos para a Companhia das Letras). A autora mantém um site bem simpático: http://www.lazanganeh.com/

Franscisco Bosco: Nascido no Rio de Janeiro em 1976, poeta, escritor e filho de João Bosco.  É doutor em Teoria Literária pela UFRJ e atualmente colunista do jornal O Globo.
Em 1997 escreveu o livro de poesia Florestado pela editora 7Letras. Em 2006 lançou o Folha Explica Dorival Caymmi. Já em 2007, lançou os livros Banalogias, da coleção Filosófica pela editora Objetiva e em E livre seja este infortúnio, pela Azougue Editorial. No ano passado lançou o livro Alta Ajuda, que marcou a estréia da editora FOZ. O título do novo livro é um termo cunhado pelo compositor, músico e ensaísta José Miguel Wisnik, ao referir-se à naturalidade com que o jovem reflete sobre o amor, o sexo, a inveja, a insônia, o hábito de postar no facebook e toda sorte de compulsões contemporâneas. Aqui você pode conferir um vídeo do Sempre um papo com o autor.

Mesa 7: “A vida moderna em Kafka e Baudelaire” – mediação Manuel da Costa Pinto
Roberto Calasso: Nasceu em Florença, em 1941. Faz parte de uma família de intelectuais (seu avô criouL’impuro folle (1974). A partir, seus livros são de esnsaios: La rovina de Kasch (1983), As núpcias de Cadmo e Harmonia (1989, lançado no Brasil 1990), 49 graus (1991, lançado no Brasil 1997), Ka (1996, lançado no Brasil em 1999), Sentieri tortuosi (1998), A literatura e os deuses (2001, lançado no Brasil em 2004), K. (2004, lançado no Brasil em 2006), La follia che viene dalle Ninfe (2005), Il rosa Tiepolo (2006), A folie Baudelaire (2008, lançado em Brasil em 2012) e L’ardore (2010). Aqui você pode conferir uma entrevista que ele deu à Paris Review.
a editora La Nuova Italia e seu tio foi Ministro da Educação e seus pais seguiram a carreira acadêmica) e começou sua carreira na editora Adelphi Edizioni, onde hoje é o editor. Escreve ensaios sobre literatura que contém uma ampla análise do contexto em que as obras foram produzidas. Começou sua carreira na literatura com um romance (o único que lançou até agora)

Jeanne-Marie Gagnebin: Nasceu em 1949, em Lausanne, Suíça. Formou-se na Universidade de Genebra. Já em sua graduação passou a produzir trabalhos sobre Walter Benjamin. Fez doutorado na Universidade de Heildelberg, Alemanha com a tese Sobre a filosofia da História de Walter Benjamin. O inacabamento do sentido (1978). Veio para o Brasil em 1978 e é responsável pela difusão e compreensão do pensamento de Benjamin. É professora de Filosofia da PUC-SP e livre-docente da Unicamp, onde atua nas áreas de Teoria e Crítica Literária. No Brasil, publicou os seguintes livros: Walter Benjamin: os cacos da História (1982), História e narração em Walter Benjamin (1994), Sete aulas sobre Linguagem, Memória e História (1997) e Lembrar escrever esquecer (2006). No Youtube há uma longa entrevista com a professora em 4 partes, em que ela fala sobre identidade e memória, que você pode ver aqui: 1, 2, 3 e 4.

Mesa 8: “Ficção e confissão” – mediação Ángel Gurria-Quintana
Tobias Wolff: Nasceu nos Estados Unidos em 1945. Serviu o exército durante a guerra do Vietnã No exército do faraó, publicado originalmente em 1994 e no Brasil em 2002). De volta, formou-se em Inglês no Hetford College, em Oxford. Fez mestrado em Artes na Universidade de Stanford. Lá recebeu a bolsa Wallace Stegner de escrita criativa. Foi nesta época que publicou seu romance, Ugly Rumors (1975). O autor é mais reconhecido por sua obra de memórias e contos (que figuram em uma série de coletâneas). Em 1989 lança O despertar de um homem (que saiu no Brasil em 1997, e que virou filme com Leonardo DiCaprio e Robert De Niro), seguido do livro de contos A noite em questão (1997, lançado em 2000 no Brasil), depois da novela Meus dias de escritor (2003, lançado no Brasil em 2006) e seu mais recente livro é a seleção de contos Our story begins (2008). Para conhecer mais do autor, uma entrevista para a Paris Review e um vídeo com uma entrevista (ambos feitos quando ele lançava Meus dias de escritor).
(experiência que conta no livro

Karl Ove Knausgård: Nasceu em Oslo, Noruega, em 1968, estudou Artes e Literatura na Universidade de Bergen. Seu primeiro livro Ute av verden (em português Fora do mundo) foi lançado em 1988 e ganhouo Prêmio da Crítica de Noruega. Em 2004 lançou o romance En tid for alt (em português Um tempo para tudo), que também recebeu alguns prêmios em seu país. Muito célebre na Noruega, o autor ficou mais conhecido em outros países a partir de uma série de seis livros de memórias chamado “A Minha Luta”. O primeiro volume A morte do pai (2009) foi recentemente lançado no Brasil. A série de livros causou uma série de controvérsias. Primeiro porque seu título original, “Min Kamp”, é o mesmo de um certo livro infame, de um certo bigodudo. Além disso, os livros trazem uma série de detalhes da vida de amigos do autor e também da sua ex-mulher. Sobre essa exposição de pessoas próximas, em uma entrevista o autor admite que fez uma espécie de “Barganha de Fausto”, ao colocar sua relação com familiares e pessoas próximas em cheque ao coloca-los em seus livros.

Mesa 9: “Lendo Poesia à Beira-mar”
Maria Bethânia:  filha de Dona Canô, irmã de Caeteano Veloso.
Maria Bethânia, Admiradora de Fernando Pessoa
Maria Bethânia, Musa absoluta.

Cleonice Seroa da Mota Berardinelli: Nasceu no Rio de Janeiro, em 1916. É graduada em Letras Poesia e Poética de Fernando Pessoa (1959). É especialista em Camões e Pessoa e professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da PUC-RJ. Foi nomeada, em 2009, membro da Academia Brasileira de Letras. Entre suas principais obras estão: Estudos camonianos (1973), Obra em prosa: Fernando Pessoa (1986), Álvaro de Campos – a passagem das horas (1988), Fernando Pessoa: outra vez te revejo (2004) e Gil Vicente: autos (2012). Em 2012 organizou a o livro Fernado Pessoa – antologia poética, publicado pela Casa da Palavra.

Tivemos que dividir a programação para o post não ficar tão longo. Mas em breve, colocaremos a 2ª parte da programação 🙂

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