As melhores leituras de 2018 da Michelle

Por: Michelle Henriques

2018 foi um ano bem legal de leituras. Consegui ler mais poesias, li muito mais mulheres do que homens, fiz minha leitura anual de Stephen King (dessa vez foi uma releitura, Carrie). Li SciFi, mas acho que fiquei em falta com as HQs. Foi difícil selecionar apenas dez livros que me conquistaram, mas aí vão eles.

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10) O Deus das Pequenas Coisas, Arundhati Roy (Ed. Cia. das Letras)

Como sempre, o Leia Mulheres me fez conhecer autoras novas que se tornaram queridas do coração. Eu só conhecia a Arundhati Roy de nome e foi ótimo conhecer essa obra. A escrita dela é poética, é cortada, tem um ritmo próprio e eu não conseguia desgrudar os olhos. As suas inúmeras páginas passaram voando e eu aprendi um pouco mais sobre a Índia, sobre as pessoas, sobre sentimentos, sobre cultura.

09) Nossa Senhora do Nilo, Scholastique Mukasonga (Ed. Nós)

Outro livro lido para o Leia Mulheres que me conquistou. Acho que uma das coisas mais legais do clube é conhecer culturas de diferentes países, fatos que possivelmente eu não saberia no dia a dia. A escrita de Mukasonga é tão incrível que precisei adquirir seus outros livros. A vontade é de ler qualquer linha que ela escreva.

08) Céu sem Estrelas, Íris Figueiredo (Ed. Seguinte)

Eu não sou leitora de YA, mas esse aqui me pegou. Claro que não tenho nada contra o gênero, ele apenas não está entre minhas preferências, mas eu sempre gosto de dar uma chance. Felizmente, porque acabei lendo um dos mais legais do ano. Uma das minhas séries preferidas é My Mad Fat Diary e é impossível não relacionar este livro com ela. Eu queria muito que a Michelle de 16 anos tivesse lido esse livro.

07) Era uma vez a mulher que tentou matar o bebê da vizinha, Liudmila Petruchévskaia (Ed. Cia das Letras) e O Berro do Bode, Verena Cavalcante (Ed. Penalux)

Eu vou dar uma roubadinha nessa sétima posição. Na minha cabeça existe uma clara categoria literária que eu amo: mulheres maravilhosas que escrevem contos estranhos. Liudmila e Verena estão nela. Uma fala da Rússia, a outra do Brasil, ambas são incríveis, ambas são maravilhosas.

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06) Dark Tales, Shirley Jackson

Ainda na categoria das mulheres maravilhosas que escrevem contos estranhos, não poderia faltar a que eu conhecido a matriarca do estilo: Shirley Jackson. Eu só conhecia seus romances, então foi ótimo mergulhar de cabeça em seus contos. Li diversos, mas foram os dessa coletânea que me pegaram por motivos óbvios: estranheza.

05) Um buraco com meu nome, Jarid Arraes (Ed. Ferina)

Eu alguma lista passada eu coloquei o livro de cordéis da Jarid como um dos melhores do ano e em 2018, ela volta. “Um buraco com meu nome” é o primeiro livro publicado pelo Selo Ferina (Pólen Livros). Escrevi sobre ele em meu blog pessoal (https://thefeministhorror.wordpress.com/2018/09/02/so-leio-o-que-rasga-a-minha-carne/) e como sempre digo, poesia é identificação para mim, e esse aqui caiu perfeitamente sobre mim.

04 ) Manhã, Adília Lopes (Ed. Assirio & Alvim)

Minha amiga Carolina sempre me indicava os poemas de Adília Lopes. Em 2015 ou 2016 meu pai esteve em Portugal e pedi para ele me trazer algum livro dela. “Manhã” foi o escolhido e fiquei completamente apaixonada pela poesia dela. Adília não escreve nas formas clássicas de poesia, seu senso de humor é bastante peculiar e eu também escrevi sobre ele (https://thefeministhorror.wordpress.com/2018/03/01/minha-cintura-e-testemunha-do-que-faco-para-te-agradar/).

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03) Kindred, Octavia Butler (Ed. Morro Branco)

Eu não sou grande conhecedora de ficção científica, confesso até ter certa dificuldade com o gênero. Até ler “Kindred”. Esse é um dos melhores livros que já li no gênero, e não apenas nele. É uma obra extremamente bem escrita, que se utiliza do SciFi para tecer um ótimo comentário sobre o racismo. A obra é dos anos 70 e infelizmente continua muito atual.

02)  Tudo que deixamos para trás, Maja Lunde (Ed. Morro Branco)

Eu sei que a grande estrela da Editora Morro Branco é “Kindred” (título esse mais que merecido!), mas eu gostaria que as pessoas prestassem mais atenção nesta pequena pérola. Como seria o mundo se as abelhas morressem? Uma distopia não tão distante de nossa realidade, uma leitura muito agradável e envolvente. Gosto demais desse livro e o resenhei no Leia Mulheres (https://leiamulheres.com.br/2018/05/tudo-que-deixamos-para-tras/).

1) A Cidade Solitária, Olivia Laing (Ed. Rocco)

Eu odeio Carnaval, com todas as minhas forças. Odeio a cidade lotada, as pessoas bêbadas no metrô. Odeio ficar cheia de glitter pelo simples fato de andar na rua. Odeio o calor, odeio o suor. Odeio, odeio. E tudo isso porque me sinto sozinha em multidões, porque não me encaixo. Então escolhi uma ótima leitura para esse feriado de 2018: “A Cidade Solitária”. Essa leitura me inspirou a escrever aquele que considero meu melhor texto. É um livro que nunca vou me esquecer. (https://thefeministhorror.wordpress.com/2018/02/13/when-the-wolves-howl-their-song-and-the-whole-earth-is-done/)

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