As melhores leituras de 2018 – Paula

Por: Paula Queiroz

E mais uma vez estamos aqui pra fazer aquele balanço de leituras do ano! Os livros não estão numa ordem de preferência – desisti de classificar minhas leituras. Dos 50 livros que li, estes 16 livros foram os que marcaram o meu 2018:
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O Mundo Assombrado pelos Demônios, Carl Sagan (Ed. Cia das Letras)

Foi um dos primeiros livros que li em 2018. Sagan, como sempre, se utiliza de uma linguagem simples e didática para nos explicar sobre ciência, religião e crenças. Um livro bem necessário para o Brasil de 2019.

Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire (Ed. Paz e Terra)

Em um ano em que elegemos um boçal para presidente, ler Paulo Freire foi um quentinho no coração. Tratar os alunos como seres autônomos é uma forma de respeita-los e engrandecer o relacionamento professor-aluno na sala de aula. Brilhante. E outro livro necessário para 2019.

Isso é Arte?, Will Gompertz (Ed. Zahar)

Escrevi sobre esse livro aqui no blog e ele realmente se tornou uma das minhas leituras da vida. Se você quer entender sobre arte moderna e principalmente o porquê a arte é chamada de arte, esse livro é para você.

Anna Karenina, Liev Tolstoi (Ed, Cia das Letras)

Foi uma releitura em 2018 maravilhosa. Tolstoi sabe nos mergulhar em uma história como ninguém. Literatura russa de primeira, sou tolstoiana de alma. Anna é uma das minhas personagens favoritas, e choro sempre quando lembro de sua história. Tolstoi, seu lindo.

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A guerra não tem rosto de mulher, Svetlana Aleksievitch (Ed. Cia das Letras)

Aqui acompanhamos as mulheres que lutaram pela URSS na Segunda Guerra Mundial. Cada narrativa, um soco no estomago. São várias histórias reais que nos fazem chorar. Preparem os lencinhos, esse livro dói por dentro de nós.

Relatos de um gato viajante, Hiro Arikawa (Ed. Alfaguara)

O gato Nana está viajando pelo Japão junto com seu dono, Satoru, mas não sabe exatamente o porquê. Para quem ama gatos, para quem tem animais de estimação. Para quem ama a relação que estabelecemos entre esses seres mágicos. Emocionante e engraçado até o fim.

A trégua, Mário Benedetti (Ed. Alfaguara)

Literatura latino-americana NUNCA me decepciona. Benedetti me arrebatou durante 2018. Este livro ficou como um dos favoritos da vida.

A memória de nossas memórias, Nicole Krauss (Ed. Cia das Letras)

Eu li este livro por indicação do canal da Gisele Eberpacher, o “Vamos falar sobre livros?”. E que leitura INCRÍVEL. Eu fiquei muito impressionada com a forma com a qual Krauss sabe entrelaçar personagens e histórias. Maravilhoso.

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Lanterna Mágica, Ingmar Bergman (Ed. Cosac Naify)

E mais uma vez, Paula está lendo alguma coisa sobre Bergman. Neste livro, Bergman faz uma autobiografia crua, revelando pensamentos e atitudes polêmicas que construíam sua própria imagem. Bergman não poupa os seus leitores, ele se torna literalmente em um livro aberto.

Os despossuídos, Ursula Le Guin (Ed. Aleph)

Eu não esperava ficar tão, mas TÃO impressionada com este livro. Le Guin cria uma distopia – para mim, a melhor de todas que já li na vida – embasada na época da Guerra Fria. Não saímos ilesos depois dessa leitura, definitivamente.

Equador, Miguel de Sousa Tavares (Ed. Cia das Letras)

Li este livro graças à matéria de literatura portuguesa na faculdade. E que leitura. Em Equador, Miguel de Sousa Tavares reconta a História da decadência da monarquia portuguesa e do sistema escravagista ainda presente nas colônias de Portugal. São 516 páginas que devorei em dois dias. Leitura para reler a história de Portugal – tão semelhante em vários aspectos à história do Brasil.

Medeia, Eurípides (Ed. 34)

Eu tento todo ano ler um autor da antiguidade clássica. E em 2018 não foi diferente. Eurípides traz a história de Medeia que mata os filhos para se vingar de Jasão, seu marido, que a traiu. Esse mito tem várias camadas, da mulher que não se conforma com as tradições impostas, da estrangeira repudiada, do ódio como vingança. É o ser humano cru em toda a peça. Gregos são maravilhosos.

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O Evangelho Segundo Jesus Cristo, José Saramago (Ed. Cia das Letras)

Saramago é o tipo de escritor que nos insere em narrativas densas, das quais são difíceis de sair sem ficar maravilhada. Esse livro reverbera até agora na minha cabeça, que conta a história de Jesus na adolescência e vida adulta – um lapso que a Bíblia não nos conta, mas Saramago sim rs – e o entrelaçamento de palavras feito pelo autor é único.

Crime e Castigo, Fiodor Dostoievski (Ed. 34)

Outra releitura de um clássico da literatura russa e mundial. Acompanhamos Raskolnikov, o herói e anti-herói mais famoso criado por Dostoievski. Li na faculdade de Direito, reli agora na faculdade de Letras –  fazendo russo como habilitação – e o sentimento é o mesmo: Dostô sabia das coisas. E das coisas que estão na nossa mente. E isso é assustador. E lindo.

Os Tambores da Chuva, Ismail Kadaré (Ed. Cia das Letras)

Li este livro graças à Luana do canal “Abstração Coletiva”. E fiquei encantada com esse autor albanês, que conta a história da tentativa de invasão do exército turco-otomano a um castelo localizado na Albânia. A forma com a qual Kadaré destrincha seus personagens e os pensamentos acerca do que é guerra, crença e religião é de tirar os pés do chão. Maravilhoso. Obrigada, miga Lu pela dica <3

Cem Anos de Solidão, Gabriel Garcia Márquez (Ed. Record)

Outra releitura maravilhosa. Gabo torna esse livro um símbolo da história da América Latina. Essa solidão, o isolamento à margem do mundo é tão real que dói. Livro mais que incrível, é essencial para qualquer latino-americano.

Espero que em 2019 possamos ter várias e várias leituras maravilhosas – pois vamos precisar. Abraços russos-latino-americanos!

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