Netflix compra os direitos da Millarworld

No último dia 7 de agosto, a Netflix anunciou pelo Twitter que adquiriu o MIllarworld que abriga quase toda a obra autoral do escritor Mark Millar.

procuradoCom esse contrato a Netflix vai poder fazer adaptações (séries ou mesmo filmes) para inúmeras obras do autor escocês. Alguns dos títulos envolvidos nessa lista estão: O Procurado (que já foi adaptado para os cinemas com Angelina Jolie e James MCavoy), Nêmesis, O Legado de Júpiter, Superior, entre outros. Da lista só ficam fora Kick-Ass e Kingsman que já tinham contratos assinados com outros estúdios.

Essa foi a primeira aquisição da empresa de streaming que declarou ‘’fazer parte de uma progressão natural do esforço em trabalhar diretamente com criadores habilidosos e adquirir propriedades intelectuais de histórias que possuam personagens cativantes e universos atemporais”.

Cada vez mais a Netflix vem buscando por conteúdos originais frente a notícias de que outros estúdios estão com planos de ter os seus próprios serviços de streaming (e uma parte deles já tem na verdade). Ainda não existe uma data para alguma dessas adaptações ser lançada e a Millarworld continuará a publicar obras normalmente.

Superior_capaPor que isso é tão importante?

Mark Millar faz parte de uma geração britânica que marcou os quadrinhos. Nos anos 1980, após o sucesso de Alan Moore com o título do Monstro do Pântano, a lendária editora da Vertigo (que é um selo da DC) Karen Berger (que mulher <3) foi ao Reino Unido e voltou com o contratos assinados de vários autores que marcariam para sempre os quadrinhos.

Além de Millar, esse período lançaria nomes como Neil Gaiman, Grant Morrison, Dave McKean, Jamie Delano, entre outros.  

Millar criou inúmeros sucessos nas duas principais casas de quadrinhos: pela DC, A Foice e o Martelo (que a Panini acaba de relançar, depois de muito tempo esgotado) e pela Marvel lançou um dos quadrinhos mais vendidos da última década, Guerra Civil.

LegadoJupiterEm 2004 Millar cansou de criar para outras editoras e fundou a Millarworld para ter o domínio das suas próprias criações. Mas em sua nova empreitada ele divide a criação com os desenhistas e deu destaque a eles também. Millar escolheu os melhores desenhistas em suas histórias e eles também foram consultados na venda dos direitos de cada uma das obras para a Netflix.

Em seu texto anunciando a parceria, Mark Millar chegou a comparar a aquisição da Millarworld pela Netflix com a da Marvel pela Disney. Exageros e egocentrismo a parte, esse acordo é inovador em suas possibilidades e também por fugir dos grandes estúdios.

PS- O Omelete fez uma lista de 6 títulos do Mark Millar que gostariam de ver adaptados na Netflix. 

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