[Mania de listas] Melhores leituras da Michelle

Começamos nossa temporada de listas de melhores leituras do ano. Como sempre, convidamos amigos queridos para participarem também da brincadeira. Nas nossas regras, não precisa necessariamente ser um livro lançado em 2016, mas a leitura feita no ano. E para começar os posts com nossa obsessão por listas, quem melhor que nossa obsessiva preferida <3 Michelle Henriques!


E lá vamos nós para mais uma listinha de melhores leituras. Desde 2014, esta é a primeira vez que não teremos um livro de Karl Ove Knausgård (ainda não li o quarto volume de sua saga!). Até a presente data (08 de dezembro), finalizei 49 leituras, sendo 34 delas escritas por mulheres. Apenas dois homens entraram na minha lista dos melhores, mas reli dois dos meus livros preferidos neste ano, Clube da Luta de Chuck Palahniuk e Extremamente Alto & Incrivelmente Perto de Jonathan Safran Foer. E ah, um adendo, neste ano eu li A Assombração da Casa Colina de Shirley Jackson, porém numa edição bem ruim e não aproveitei tanto quanto gostaria, por isso não entrou na lista dos melhores. E sem mais delongas, o top 10 de Michelle Bruna.

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10º Dança Macabra – Stephen King (Ed. Suma de Letras)

Comecei a ler esse livro em dezembro de 2015 e só terminei agora em novembro de 2016. Não que o livro seja ruim, muito pelo contrário, mas não faço a mínima ideia do porquê de tanta demora. Enfim, é um livro ótimo, com muitas dicas de livros e filmes de terror, dadas pelo Rei Soberano do Terror.

9 º Quarto de Despejo – Carolina de Jesus (Ed. Ática)

Um dos livros mais tristes que já li, de uma realidade distante da minha, mas fácil de ser reconhecida. Espero que a escrita de Carolina se torne mais conhecida atualmente, pois ela é visceral e poética, dentro de suas próprias limitações. Fiz resenha pro site do Leia Mulheres.

8º Vozes de Tchernóbil – Svetlana Aleksiévitch (Ed. Cia das Letras)

Livro triste, denso, pesado, com relatos muito detalhados de momentos impactantes do desastre de Tchernóbil. Apesar do tom, também é impossível de parar a leitura, ainda mais depois de ouvir depoimentos da própria autora.

Poética – Ana Cristina Cesar (Ed. Cia das Letras)

Eu não conheço muito de poesia e dificilmente gosto de alguma logo de cara. Sylvia Plath é uma das únicas que eu leio e de primeira me apaixono. Então fui para Poética meio cética, até hoje não sei se realmente entendi o que Ana C. queria passar, mas as poesias ficaram na minha cabeça e esse livro só cresce em mim.

Eu sou a lenda – Robert Matheson (Ed. Aleph)

Esse foi o primeiro livro que li neste ano e eu queria conhecer um pouco mais de ficção científica. Acho que foi uma ótima escolha porque eu não conseguia largá-lo. A narrativa tinha tudo para ser lenta (a história do único sobrevivente na Terra), mas é extremamente bem escrita e pensada.

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A Menina Submersa – Caitlin R. Kiernan (Ed. Darkside)

Escolhemos esse livro para o Leia Mulheres especial de Halloween e no fim não era assim tão de terror. Mas não era menos maravilhoso do que eu esperava. A narrativa não linear, cheia de fluxos de consciência, de cenários fantásticos me deixou viciada na leitura. Das pequenas pérolas que encontramos por aí.

Linha M – Patti Smith (Ed. Cia das Letras)

Neste ano reli Só Garotos antes de embarcar em Linha M. Assim como seu livro anterior, neste fica a sensação de que Patti Smith é a pessoa mais agradável que existe. E gente como a gente. Ela fala de seu vício por café, do amor pela sua gata Cairo, do seu vício em Murakami e no seriado The Killing. Patti Smith é uma das pessoas mais sensacionais que habitam este planeta e esse livro mostra o porquê.

História do Novo Sobrenome/História de quem foge e de quem fica/Dias de Abandono – Elena Ferrante (ed. Globo)

Roubando um pouco sim, mas é impossível não colocar todos os livros da Ferrante que li neste ano numa mesma categoria. A escrita dela é a mais viciante que eu já conheci, e é impossível largar um livro dela pela metade. Demorei para ser arrebatada pela #FerranteFever, mas aqui estou eu ansiosa por mais livros dela! Escrevi sobre Dias de abandono no site do Leia.

Ana de Amsterdam – Ana Cássia Rabelo (Ed. Globo)

Sou apaixonada por diários, por cartas e por qualquer tipo de escrita mais íntima. Eu não sabia muito bem o que esperar desse livro e que surpresa. Me vi diante de uma escrita crua, direta, pesada, porém repleta de sentimentos (conflitantes). Neste ano tive a oportunidade de conhecer a autora e dizer para ela o quão importante tinha sido esse livro! Minha resenha para o site do Leia Mulheres.

Confissões do Crematório – Caitlin Doughty (Ed. Darkside)

Sabe quando você cria toda uma expectativa com um livro? Esse foi o meu caso com Confissões do Crematório. Aguardei ansiosamente que ele fosse lançado no Brasil e que eu tivesse logo uma edição em minhas mãos. Coisa muito rara, ele atendeu a todas as expectativas e ainda foi além. Fazia muito tempo que um livro não me fazia repensar tanto a vida (ou melhor, a morte!). Caitlin tratou de um assunto tão pesado da melhor forma possível. Não vou esquecer tão cedo desse livro. Fiz uma resenha pro Leia.

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