É tempo de Star Wars – Episódio I: um universo em expansão

Provavelmente você que visitou alguma livraria nos últimos quatro meses percebeu uma movimentação diferente. Em algum lugar de destaque da livraria deviam estar livros, brinquedos, quebra-cabeças de algo que seria impensável nos últimos anos: STAR WARS.

Uma retrospectiva para explicar como chegamos aqui

Star Wars Episódio IV – Uma Nova Esperança, o filme, foi lançado em 1977. Curiosamente foi lançado um quadrinho, como uma especie de prelúdio para o filme, pouco tempo antes do lançamento do filme e cerca de um ano antes foi lançado uma novelização do primeiro filme.

O filme e suas sequências (Episódio V – O Império Contra-Ataca, 1980, e Episódio VI – O Retorno de Jedi, 1983)  fizeram um sucesso inacreditável.

Só que a partir do último filme, como forma de manter o interesse na saga, foram criados diversos outros objetos que complementavam de alguma forma a experiência do filme: Jogos de RPG, quadrinhos, livros entre outras coisas.


Pausa!

Ainda vou falar mais sobre esse livro, mas a editora Aleph lançou o maravilhoso Como Star Wars conquistou o universo, do Chris Taylor. Neste livro o autor conta tudo que envolveu a criação desse universo e principalmente como ela se tornou essa franquia tão impressionante. Ainda estou no início do livro, então não consegui consultar o livro como eu queria para este post, mas recomendo demais a leitura. Texto delicioso e ele ainda fala sobre o futuro de Star Wars (filme e Disney).

De volta ao curso normal: Universo Star Wars

Todo esse material foi incorporado e de certa forma autorizada pela Lucasfilm com o nome de Universo Expandido (UE).

Esse UE tem apenas uma regra simples: ele não pode alterar ou interferir no que acontece nos filmes oficiais.

E um livro em especial se destacou entre os fãs, por ter autorização da própria Lucasfilm (ou George Lucas) para fazer uma história que funcionasse como uma continuação do episódio VI. Os Herdeiros do Império (lançado recentemente pela editora Aleph), escrito por Timothy Zahn foi um sucesso impressionante e deu nova vida ao Universo Expandido.

Em 1996, a Lucasfilm veio com um plano multimídia inovador. Sombras do Império foi lançado em diversas mídias com a proposta de ampliar a experiência do fã. O livro, escrito por Steve Perry (que foi também lançado por aqui pela Aleph) tratava de personagens conhecidos no intervalo entre os episódios V e VI (algo que nunca tinha sido feito até então). Neste período, também teve um jogo para Nintendo 64 que trazia um personagem novo e um quadrinho onde o personagem principal era Bobba Fett, o caçador de recompensas.

Em 1999, uma nova trilogia é lançada e uma nova geração começa a acompanhar Star Wars através do prelúdio da trilogia original. Apesar da qualidade questionável, Episódio I – A Ameaça Fantasma é um sucesso como todos esperavam que ia ser. O Episódio II – O Ataque dos Clones, 2002, e Episódio III – A Vingança dos Sith,  2005, completam a nova trilogia.

E quando pensamos que George Lucas somente iria ficar sentado na sua pilha de dinheiro, lançando versões alteradas (em detalhes irrelevantes) dos filmes, em 2012 veio uma notícia que abalou o mundo. A Disney comprou a Lucasfilm (detentora dos direitos de tudo relativo a Star Wars) por US$ 4 bilhões. E no anúncio da compra já foi divulgado o lançamento de um novo filme para 2015.

Desnecessário dizer o poder de uma das maiores empresas de entretenimento do mundo em criar expectativa e merchandising com uma marca já tão poderosa quanto a de Star Wars. Mas o que interessa aqui pra gente é o que ela fez com todo esse universo expandido.

A Disney pretende criar um universo ampliado de Star Wars, tendo como base os filmes até agora, mas querendo explorar ainda mais as inúmeras possibilidades.

Pra começar, ela pegou tudo que existia de Universo Expandido e disse que aquilo não é mais oficial. Isto é, ele não faz mais parte da história oficial, ou, como os fãs gostam de chamar, “cânone”. Mas ele continua fazendo parte do universo só que com o selo Legends. Este selo é mais ou menos a tradução do termo: são lendas, histórias que podem ou não ser verdade, mas que não são contabilizadas na história oficial.

Isso quer dizer que, por exemplo, a famosa “Trilogia Thrawn” do Timothy Zahn, pode ou não ser aproveitada nos filmes, pois os livros fazem parte agora do selo Legends. Com isso, a Disney possibilita que, por exemplo, exista o livro Marcas da Guera do Chuck Wendig, em que ele apresenta detalhes que podem estar presentes no filme.

E talvez essa seja o detalhe mais impressionante no projeto da Disney. A forma como a empresa conseguiu ligar os livros ao novo filme. O que vai fazer a diferença e levar a história adiante ainda é o filme, Episódio VII – O Despertar da força, mas é fascinante a possibilidade de acompanhar todo essa construção do universo de Star Wars (eu sei que isso não é novidade, vide o famoso Universo cinematográfico da Marvel, também propriedade da Disney).

Ainda sobre essa ligação entre os filmes e outros produtos, Um Novo Amanhecer, de John Jackson Miller, uma aventura que se passa após o Episódio III e apresenta a primeira aventura de Kanan e Hera, protagonistas da série animada Rebels (um dos primeiros produtos da Disney com Star Wars).
podemos destacar o livro lançado pela editora Aleph,

Ainda sobre o Despertar da Força, alguns livros lançados há pouco menos de dois meses antes da estreia do filme (o tão esperado dia 17 de dezembro) acompanhavam o selo “Jornada para Star Wars: O Despertar da Força”.

Explicando: teoricamente são livros que podem conter informações sobre o filme enquanto ele não estreia. Alguns desses livros não entregam grandes detalhes e sim usam mais uma ambientação do que pode vir a acontecer nos filmes. Em alguns casos mais parece um jeito da Disney lucrar ainda mais com os fãs de Star Wars (como se fosse muito difícil né?).

Mas qual desses livros da “Jornada” ler primeiro? Se você quiser uma ambientação da trilogia clássica, fique com Estrelas Perdidas, lançado pela Editora Seguinte. Agora se você quiser entrar no espírito do novo filme, leia sem falta O Marcas da Guerra, da Editora Aleph.

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