[Retrospectiva 2014] Os autores que se foram (parte 2)

A segunda parte do post com autores que faleceram ano passado.

Como dito ontem, é possível que tenhamos deixado alguém de fora. Mas o intuito desses posts é apresentar alguns desses autores através de suas próprias palavras.

Maya Angelou

Nasceu no dia 4 de abril de 1928 em St. Louis, Missouri, EUA, Maya era uma artista “completa”: poeta, cantora, atriz… Como autora, lançou apenas sete livros, todos autobiográficos (e nenhum deles é atualmente editado no Brasil).

Maya é uma importante ativista do movimento negro, além disso foi pioneira em muitas coisas. Aos 17 anos, mãe solteira, conseguiu o emprego de motorista de ônibus (foi a primeira mulher negra a ocupar esse cargo), depois foi a primeira mulher negra roteirista e diretora em Hollywood.


Seu primeiro livro, I know why the caged bird can sing, foi lançado em 1969 e tornou-se um best seller. O primeiro volume de sua autobiografia, conta quando, aos 8 anos, foi estuprada pelo namorado da mãe.

Maya morreu aos 86 anos no dia 28 de maio.

Abaixo, um discurso que a autora fez durante a formatura do Spelman College, em 1993:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=70RH-h7QfP0]

Em 2013 Maya deu esta entrevista quando lançava o sétimo volume de sua autobiografia, que fala de sua relação com a mãe:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=bdagJKsKSp8]

Entrevista para a revista Paris Review.

INTERVIEWER

If you had to endow a writer with the most necessary pieces of equipment, other than, of course, yellow legal pads, what would these be?

ANGELOU

Ears. Ears. To hear the language. But there’s no one piece of equipment that is most necessary. Courage, first.

Nadine Gordimer

 

Nasceu no dia 20 de novembro de 1923 em Johannesburgo, África do Sul. Escreveu seu primeiro conto aos nove anos, mas seu primeiro livro, The lying days, só seria publicado em 1953.

Escreveu mais de 30 livros, que sempre abordam de alguma forma sobre os problemas da segregação racial do regime do apartheid. Foi uma importante ativista contra o apartheid e teve muitos dos seus livros proibidos na África do Sul.

A autora recebeu em 1991 o Prêmio Nobel da Literatura.

Nadine morreu no dia 13 de julho, aos 90 anos.

Abaixo, uma entrevista que a autora deu ao programa Roda Viva quando veio à Flip em 2007:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=RhFlOkQcO4A]

Em entrevista para a Fundação Nobel, Nadine fala sobre racismo:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=VWcxSsd8N2M]

Você também pode ler sua entrevista à Paris Review.

INTERVIEWER

What role do you feel politics and the constant conflict it evokes in South Africa have played in your development as a writer?

GORDIMER

Well, it has turned out to have played a very important role. I would have been a writer anyway; I was writing before politics impinged itself upon my consciousness. In my writing, politics comes through in a didactic fashion very rarely. The kind of conversations and polemical arguments you get in Burger’s Daughter, and in some of my other books—these really play a very minor part. For various reasons to do with the story, they had to be there. But the real influence of politics on my writing is the influence of politics on people. Their lives, and I believe their very personalities, are changed by the extreme political circumstances one lives under in South Africa. I am dealing with people; here are people who are shaped and changed by politics. In that way my material is profoundly influenced by politics.

P.D. James

Phyllis Dotothy James nasceu no dia 3 de agosto de 1920, em Oxford, Inglaterra.

Seu marido voltou da Segunda Guerra com sérios problemas psicológicos e teve de ficar internado por longos períodos. Foi nessa época que James começou a trabalhar no Serviço Público de Saúde e em seguida foi para o Ministério do Interior, no Departamento da Polícia Criminal. É lá que tem inspiração para seus personagens e histórias

Seu primeiro livro, O enigma de Sally, foi publicado originalmente em 1962, quando a autora já tinha 42 anos. Teve muitos dos seus romances adaptados para a TV.

Morreu no dia 27 de novembro.

Abaixo, uma pequena entrevista ao jornal The Guardian:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=EAECcqmDTaM]

Outra entrevista interessante é esta, numa série de palestras na Catedral de St. Paul:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=Z6k6OdfMZyc]

Há também a sua entrevista para a Paris Review.

INTERVIEWER

Let us talk about your method: when do you write?

JAMES

When I first started writing I got up early and wrote from six to eight, as I had to go to work. The habit has stuck and I still get up early and write in the morning. When I’m writing a book, I get up before seven, go down to the kitchen and make tea, listen to the news on the radio, and have a bath, then I settle down to work. I find that after a few hours I can’t go on and I stop around twelve. The rest of the day is given to all other matters.

Rubem Alves

Nascido em Boa Esperança, Minas Gerais, no dia 15 de setembro de 1933, Rubem Alves é um importante educador, com uma obra literária bastante diversificada: infantis, religiosos, teóricos, crônicas…

Formado em Teologia, escreveu Da esperança (teologia da esperança humana), livro que é considerado muito importante para o movimento da Teologia da Libertação. Na década de 1960 participou de movimentos latino-americanos de renovação da teologia.

Morreu no dia 19 de julho.

Abaixo, uma entrevista no programa Provocações:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=25aYrszc_F8]

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