Lex Luthor – Homem de Aço – Brian Azzarello e Lee Bermejo

“Todos os homens são criados iguais. 
Os Homens.
Você não é um homem. “

Quando pensamos em vilões de quadrinhos, normalmente o que vem a cabeça são aqueles seres espalhafatosos e quase sempre bizarros.

Pegue o Batman, por exemplo. Logo pensamos no Coringa, Duas-Caras, Pinguim, Espantalho e por aí vai. Tudo bem, vamos falar do Homem Aranha, então. Impossível não lembrar do Duende Verde, Dr. Octopus, o Abutre, Kraven, entre outros. Veja bem que até agora eu não falei dos vilões toscos que cada um desses heróis já enfrentou ao longo dos anos.

Mas todos esses personagens que eu citei precisavam de algum tipo de máscara, fantasia ou uma outra identidade. E necessariamente algum tipo de ‘poder’.


Toda essa explicação pra apontar algumas diferenças que fazem o personagem do quadrinho de hoje ainda mais fascinante.

Lex Luthor – Homem de Aço nos apresenta um outro lado de um heróis mais famosos do mundo.

Lex é o nemesis do Super Homem, isso é um fato. Mas nunca ficou muito claro as motivações dele (tudo bem, estou exagerando, a motivação de um vilão desses é simplesmente dominar o mundo). E nesta história escrita pelo ótimo Brian Azarello e ilustrado com perfeição por Lee Bermejo (a mesma dupla que criou uma outra história incrível sobre um outro vilão icônico – Coringa. Para quem não conhece, fica a indicação) conhecemos o lado mais ‘humano’ de Lex.

Quando eu comentei sobre os (supostos) poderes dos vilões, com Lex acontece o oposto. Ele é um homem super inteligente e bilionário (pensando dessa forma, ele talvez pudesse se tornar o Batman … ou melhor, porque ele não se tornou o Batman?).

Na história acompanhamos Lex, próximo a uma inauguração de sua nova torre na cidade de Metrópolis, ao mesmo tempo que ele tenta captar o máximo de informações possíveis sobre o Super Homem.

O ponto principal do roteiro (e de Lex) é que o Super Homem não é um homem como nós. Ao longo do tempo ele foi convencendo as pessoas do contrário, foi se tornando cada vez mais parecido com os homens. Como um benfeitor da humanidade. Mas ele não é um de nós. Só que a população parece ter se esquecido disso. Mas não Lex Luthor.

Sua visão do Super Homem é que ele é um ser poderoso que permite que os humanos vivam. Mas e se um dia isso mudar? Como deter esse ser super poderoso?

Lex vai pensando em uma alternativa para esse cenário ao mesmo tempo que ele tenta se aliar a Bruce Wayne, que apesar da ‘amizade’ entre o Batman e o Super Homem, também se preocupa com isso e há anos planeja alguma forma de detê-lo (se for necessário).

A história é bem simples, mas traz ótimos diálogos e ideia interessantes sobre esse lado que não conhecemos de Lex.

A Arte de Bermejo é sensacional. Ele tem um traço meio sujo, sombrio e casou perfeitamente com a história.

E fora que nos desenhos do Super Homem, ele fez um trabalho incrível, onde ele só aparece como um ser superior, quase que sempre olhando todos de cima e os olhos ameaçadores e vermelhos em todos os quadros.

Pra quem conhece ou não as histórias do Super Homem, recomendo e muito o excelente Lex Luthor – Homem de Aço.

Ps. Já estão filmando o 2º filme do Super Homem e que vai ter o Batman, mas seria interessante ver uma parte dessa HQ nos cinemas (é só um sonho, mas mesmo assim seria legal), já que os boatos dizem que o Super Homem vai ser ‘culpado’ pela destruição de Metrópolis e o responsável pela reconstrução da cidade seja … Lex Luthor!

Lex Luthor – Homem de Aço
Brian Azzarelo (roteiro) e Lee Bermejo (arte)
Tradução de Eduardo Tanaka e Fabiano Denardin
Editora Panini
132 páginas

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