Hellboy – O Despertar do demônio – Mike Mignola

Eu nunca tinha lido Hellboy. Sei que não chega a ser uma vergonha daquelas dignas de parar na nossa Trinca da Vergonha (ainda não conhece? então clique aqui e conheça as nossas respostas), mas sempre me incomodou.

Eu já vi os dois filmes (várias vezes) e sou fã do primeiro (comprei o filme com a versão do diretor e tudo). Já tinha visto alguma história, mas nunca li mais do que cinco páginas. Eis que pude reparar esse pequeno deslize na última Fest Comix.

O Hellboy aqui no Brasil é publicado pela Mythos Books (lá fora ele sai pela Dark Horse) e os encadernados são bem bacanas. O de hoje em especial é: Hellboy – Edição Histórica – Volume 2 – O Despertar do demônio.

Ah, pra quem não conhece uma explicação sobre quem é Hellboy:


Hellboy (ou seu nome original Anung un Rama) nasceu nas profundezas do inferno, filho de um demônio com uma feiticeira, foi descoberto pelo Professor Trevor e os soldados aliados nas ilhas britânicas em 23 de dezembro de 1944, após ele ter sido invocado por Rasputin (sim, aquele russo) trabalhando para os Nazistas Alemães que haviam criado o projeto Ragnarok (da mitologia nórdica, “Destino Final dos Deuses”, uma terrível batalha que vai acabar com o mundo), cujo objetivo é trazer o apocalipse ao nosso planeta.
Acontece que Hellboy ainda bebê é criado pelo Professor Trevor e ao crescer ele passa a trabalhar na agência secreta B.P.R.D. (Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal) com outros agentes ‘especiais’ como ele.

Em O Despertar do Demônio, em sua introdução temos um misterioso assassinato e em seguida, existe a suspeita do ressurgimento de uma lendária figura: Vladimir Giurescu, integrante da nobreza romena e um vampiro. Só que diferente de vampiros que brilham nos últimos tempos, Giurescu é sinistro. Como se isso não bastasse, ele estava envolvido com quem? Sim, os Nazistas novamente!

Hellboy e seus parceiros, são separados em três equipes pra tentar descobrir o que aconteceu e se isso não fosse bastante, dois nazistas descongelados, após muito tempo de hibernação procuram uma forma de trazer de volta o terrível Rasputin.

Enquanto eu lia a historia de 140 páginas, uma coisa que chamou muito a minha atenção: como a trama é simples e se desenvolve sem pressa, sem querer precisar de algum truque pra enganar o leitor. Acho que em quadrinhos é uma das histórias mais honestas que já li nos últimos tempos.

E fiquei fascinado com a quantidade (e por que não qualidade?) de referências na história. Seja ela com Mitologias (gregas, nórdicas) ou mesmo com mistérios como a figura de Rasputin ou ainda a
obsessão dos nazistas por coisas ‘misticas’.

Por mais que eu já viesse com a expectativa bem alta, acho que eu só esperava uma boa história e que ela fosse bem contada e foi exatamente isso que eu recebi.

Esqueci de falar, mas uma das coisas que tornam o Hllboy bacana é exatamente ele ser um anti-herói, meio sarcástico e lógico o fato dele ser um demônio … do bem (?).

O roteiro e a arte de Hellboy são do próprio autor Mike Mignola e antes de cada capítulo tem uma ilustração incrível com a versão em preto e branco na página de trás. Simplesmente incrível.

Acho que infelizmente um dos motivos de sempre ter deixado o Hellboy pra depois foi o preço. Essa edição de hoje é em capa dura, papel bacana, mas ainda sim achei um pouco caro (para quem quiser, o site da mythos tem algumas edições disponíveis). Como o criador, Mike Mignola tem um estilo mais de lento na criação (não são tantas assim como estamos acostumados como as histórias de heróis), acho possível conseguir acumular mais algumas histórias e nas próximas vezes falo um pouco sobre a criação da HQ e também um pouco dos filmes, porque com toda a certeza eu quero ler muito mais de Hellboy.

Hellboy – Edição Histórica – Volume 2 – O Despertar do demônio
Mike Mignola (Arte e Roteiro)
Tradução de Fernando Bertacchini
Myhtos Books
150 páginas

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