[Drops] – 101 Lugares

101 lugares
Não é novidade dizer que eu gosto de listas, mas talvez seja novidade dizer que não gosto de guias. Sempre que vou para uma cidade nova tenho um guia mais por convenção social do que por prazer, quando muito uso o mapa, mas o meu ideal de aventura e colocar o pé para fora e ir descobrindo a cidade sem compromisso, e isso o máximo de Jack Keroauc que há em mim, pois todo o resto tem que estar direito: passagem de ida, volta, hotel e às vezes até um motivo específico para estar ali. Mas o que dizer quando uma coisa encontra a outra, quando um guia é na verdade uma lista de lugares escondidos dentro de sua própria cidade. Essa é a proposta de Cris Berger com a singela série “101 lugares”.
Há de se constatar uma leve evolução nos últimos anos na parte relacionada a guias de viagem, em que antes existia uma pequena guerra entre a DK, aqui editada pela Publifolha, que era mais visual e a Lonely Planet, que finalmente chegou em português pela Globo e que é mais informativo, criou-se um espaço para criatividade e atender algumas demandas específicas como guias LGBT, passear em tal cidade com cachorros, de espaços culturais/arquitetônicos como o *WallPaper, ou até mesmo guias específicos para surfistas. Cris Berger é uma jornalista que viajou o mundo fotografando várias coisas e sua primeira coleção de livros (“69”) já ensaiava o que seria, com a idade desenvolvida nestes guias recentes. Em “69” havia temas como 69 lugares para Amar, 69 experiências em Nova York, etc.. onde, sempre acompanhado de fotos, a autora saía somente das indicação para comentários sobre os lugares e sempre procurando algo exótico para se apoiar.
Mas esses guias ainda tinham que ter o suporte de um guia da cidade, ou ainda que você estivesse fazendo um tour pelo mundo, o que no fundo é algo para poucos. Em “101 Lugares”, o alvo é São Paulo, mas não me surpreenderia se tivéssemos essa série estendida para outras cidade, o que pode se tornar uma série extremamente popular, apesar de ser independente. A proposta é mostrar o que há de mais escondido dentro dos principais bairros de São Paulo. Não são necessariamente museus ou esculturas no parque, e sim lugares para comer, beber ou galerias de arte. O primeiro exemplar foi Pinheiros, que eu conheço de cabo a rabo, e posso dizer que muitos lugares ainda me eram desconhecidos e singelos, nada muito chique, ao contrário do que possa parecer uma primeira impressão. Impressão essa desfeita quando vi que o exemplar único se transforma em uma série e o outro volume que fiz o test drive foi o bairro vizinho ao meu, 101 lugares para conhecer no Tatuapé, e aí que noto o quanto sou um estranho dentro do meu próprio bairro, pois trabalho/vivo em Pinheiros, mas vivo/durmo na ZL e meu desconhecimento dos 101 lugares que figuram é gigantesco e no que pude conhecer até o momento não deixa nada a dever em Pinheiros. Ou seja, isso também é um convite para conhecer os bairros de São Paulo, pois há muita coisa a poucos metros de você. Esse é o intuito, a coleção até o momento tem estes títulos:
101 Lugares para se conhecer em Pinheiros
101 Lugares para se conhecer no Tatuapé, Mooca e Anália Franco
101 Lugares para se conhecer no Jardins
101 Lugares para se conhecer em Perdizes e Pompéia.
101 Lugares para se conhecer no Brooklin, Campo Belo e Moema.

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