O Silêncio do Túmulo

Tudo começa com uma festa de criança. No meio da algazarra, um irmão mais velho espera o mais novo se cansar para levá-lo para casa. Enquanto espera, ele percebe que o bebê que está engatinhando no meio da bagunça está mastigando um pedaço de osso de costela humana. A Polícia é chamada, descobre-se que no terreno de uma construção do bairro existe um esqueleto enterrado no que parece ser uma cova rasa. Quem será essa pessoa?

Para descobrir isso, o Detetive Erlendur irá junto com sua equipe tentar descobrir quem morava no local onde o esqueleto foi encontrado. Existe ainda a possibilidade de ser um cadáver de uma base militar norte-americana da Segunda Guerra Mundial, ou ser a noiva do antigo dono do local.
Paralelo à investigação temos a história de uma família que vive aterrorizada pelo pai violento e autoritário. Seria esse cadáver alguém dessa família?
O próprio detetive Erlendur vive um drama: sua filha grávida e viciada está entre a vida e a morte e ele pouco pode fazer para ajudá-la.
O clima do livro é frio, como o clima da cidade onde ele é ambientando Reykjavík, na Islândia, e a narrativa tem todo um “jeitão” de policial dos anos 50. O mais interessante do livro é como as várias histórias contadas vão se entrelaçando com o crime e com a vida do detetive.
É um policial sério, denso e bem dramático, não é um livro que se lê rápido. Fica a impressão que ele flui lentamente, como as geleiras da Islândia. Se você, como eu, é do tipo de leitor que gosta mais dos thrillers pode ficar um pouco impaciente com o desenvolvimento da história.
Vale a pena ser lido, no mínimo para se conhecer um autor fora do eixo EUA-Europa.
O Silencio do Tùmulo
Autor: Arnaldur Indridason
Tradução: Álvaro Hattnher
Companha das Letras , 2011
315 pag.

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