JABUTI – 2010

Essa semana aqui no Espanador vai ser um pouco diferente.
 

Mesmo com os resultados oficiais do Premio Jabuti 2010 , divulgados na ultima sexta feira dia 01 de Outubro, vamos tentar explicar um pouco algumas das categorias mais próximas dos assuntos tratados aqui no Espanador

E Eu vou começar falando da categoria “Contos e Cronicas”.

Os Indicados foram:

1º – HISTÓRIAS QUE OS JORNAIS NÃO CONTAM – AGIR – MOACYR SCLIAR
2º – EU PERGUNTEI PRO VELHO SE ELE QUERIA MORRER (E OUTRAS HISTÓRIAS DE AMOR) – 7LETRAS – JOSÉ REZENDE JR.
3º – MEU AMOR – EDITORA 34 – BEATRIZ BRACHER
4º – PAULICÉIA DILACERADA – FUNPEC-EDITORA – MÁRIO CHAMIE
5º – A MÁQUINA DE REVELAR DESTINOS NÃO CUMPRIDOS – EDITORA DIMENSÃO – VÁRIO DO ANDARAÍ
6º – A CIDADE ILHADA – COMPANHIA DAS LETRAS – MILTON HATOUM
7º – NÃO TENHO CULPA QUE A VIDA SEJA COMO ELA É – AGIR – NELSON RODRIGUES
8º – FORÇA ESTRANHA – OBJETIVA – NELSON MOTTA
9º – CRÔNICAS DA VIDA E DA MORTE – ROCCO – ROBERTO DAMATTA
10º- CINE PRIVÊ – COMPANHIA DAS LETRAS – ANTONIO CARLOS VIANA


Tentei achar uma forma de comentar todos os livros, mas não consegui, logo vou falar de cada um dos livros, mas antes os vencedores da categoria :

1º – Eu perguntei pro velho se ele queria morrer (e outras histórias de amor ) – José Rezende Jr
2º – A Máquina de revelar destinos não cumpridos – Vário do Andaraí
3º – Pauliceia Desvairada – Mario Chamie

Agora sim os livros: 

Começando pelo Cine Privê – Antonio Carlos Viana, dá voz a personagens que facilmente passariam despercebidos. Narrados em 1ª pessoa, os personagens que povoam o livro vão ficar no nosso imaginário por muito tempo. Escrita ágil, mas sem nenhum julgamento a esses personagens tão sofridos. Merecia um lugar melhor.

Crônicas da Vida e da Morte – Roberto DaMatta – Famoso Antopólogo (mas com obras importantes em Sociologia e Ciências Politicas), fez esse livro de crônicas, na maioria publicadas nos jornais O Estado de São Paulo e O Globo. Fugindo da parte teórica, nesse livro que talvez seja o mais pessoal, ele tenta fazer um livro sobre a vida e a morte (eu sei, óbvio, estou citando o título!!), em parte para tentar superar a morte de seu primogênito.


Força Estranha – Nelson Mota – Nesse livro curto e divertido, o autor faz uma interessante e divertida mistura entre fatos reais e a ficção, onde se passam diversos locais de diferentes épocas, seja um relato da orla da zona sul no Rio nas décadas de 60 a 80, a Multifacetada Nova York de Woody Allen, vivendo as situações mais absurdas possíveis.

Não tenho culpa que a vida seja como ela é – Nelson Rodrigues – Essa coletânea de textos publicados diariamente no jornal “Última Hora” de 1951. Mesmos temas do já conhecido Nelson: infidelidade, traição classe média…

Cidade Ilhada – Milton Hatoum – Primeira selação de contos do autor vencedor do Jabuti em 3 ocasiões. Nesse caso, como era de se esperar, Milton não decepciona e nos entrega 14 contos deliciosos onde ocorre uma mistura de memória afetiva, Manaus, personagens que vão marcando e aos poucos traçando um fio muito fino que vai unir todas as histórias.


A Máquina de revelar destinos não cumpridos – Vário do Andaraí – Seleção de crônicas que conduz o leitor pelas avenidas, ruas e becos do Rio de Janeiro, na companhia de personagens inspirados nos passageiros de seu táxi. 


Pauliceia Desvairada – Mario Chamie  Espécie de “Monólogo Póstumo” do autor Mario de Andrade, uma mistura de ficção/poesia criado a partir de intensas pesquisas do autor sobre o famoso criador de Macunaima. 


Meu amor – Beatriz Bracher – Primeira seleção de contos da autora, onde ela dá voz a inúmeros personagens que misturam um pouco de crueldade/desejo/dor, dessa vez com ênfase em algumas relações como a atenção dada pela autora ao caso Isabella Nardoni, onde até parece que a realidade dá lugar à ficção. Mas o livro não fica só nessa lado e vai ao extremo para também falar de amor.


Eu perguntei pro velho se ele queria morrer (e outras histórias de amor ) – José Rezende Jr.– Segundo Livro do autor, que ultiliza seu estilo preciso e econômico para retratar essas histórias de amor incomuns, às vezes belas e simples, em outros momentos violentas e vingativas.


Histórias que os jornais não contam – Moacyr Scliar – Autor vencedor de alguns jabutis teve uma grande idéia (que pode até parecer simples): Misturar a fição com notícias reais. A convite de um jornal, Moacyr a partir de uma noticia pequena e simples como “British Airways se desculpa por colocar cadáver na primeira classe” ou “Se você é daqueles que nunca encontra as palavras certas para terminar um relacionamento, saiba que existe um site com dicas para romper. Há cartas em estilo formal ou poético para rompimento por escrito” ele cria esse conto que se confunde muito com a cônica, formando uma mistura interessante e muito divertida.

Dificil dizer qual é o critério para a escolha do prêmio. Escolha pessoal, gosto ou até um critério mais “Técnico” , não sei. Entre todos eu destacaria Meu Amor , Beatriz Bracher ; Cidade Ilhada , Milton Hatoum; e o Cine Privê , Antonio Carlos Viana.

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