Flip Flop flup


Semana de Flip!

Flip pra cá, Flip pra lá, Robert Crumb pra cá, Salman Rushdie pra lá. Tudo ok, muito lindo. Agora, eu quero saber de uma coisa, ninguém vai comentar da Flipinha? Sim, eu! rs
A Flipinha é uma parte muito importante do evento, sua duração vai além destes quatro dias de festa, com atividades de icentivo à leitura ocorrendo ao longo do ano, atendendo várias escolas da região. Uma considerável fábrica de pequenos leitores.
Este ano o homenageado será Gilberto Freyre. Estranho imaginar Casa Grande & Senzala sendo uma leitura interessante para crianças ou vendo algum pre-adolescente passeando com Sobrados e Mocambos debaixo do braço. Mas a organização do evento garante que fizeram uma programaçao que transforme a obra do respeitavel sociólogo em algo não apenas compreensivel, como também convidativa para o universo infantil. Acho a proposta interessante, porém complicada, de apresentar seus conceitos – de certa forma já superados pela historiografia – para o pequeno público.
Muita coisa interessante acontecerá por estes dias, a programação contempla atividades de todos os tipos para todos os perfis. Convém conferir alguns autores/ ilustradores que participam desta edição. Separei 3 para apresentar a vocês:

Roger Melo
Seu começo não poderia ser mais original. Seu livro de estréia – renegado por algum motivo incompreensivel -, A flor do lado de lá, é um livro-imagem que serve de exemplo para uma boa construção de narrativa visual. Mas, para citar um livro muito bom e bem mais recente, a indicação para conhecer o trabalho deste ilustrador-autor fica por Carvoeirinhos. Forte, impactante, intenso e delicado, o livro -em sua primeira versão capadura com facas e papéis diverenciados em seu interior-, são um passeio necessário para todos que quiserem contemplar um dialogo harmônico e coerente entre texto-imagem.

Adriana Falcão
Texto leve e bem humorado, esta é Adriana e sua Mania de explicação.
Narrativa solta, poética e muito lúdica, faz você parar para pensar em cada uma das explicações. Um exercicio reflexivo que brinca com a mania das crianças de querer respostas para tudo. E de muitas vezes inventar respostas tão simples e ao mesmo tempo inimagináveis. Uma captura fiel da genialidade do pensar simples das crianças.
Um capitulo a parte na obra são as ilustraçøes de Mariana Massarani. Com seu mais que caracteristico traço, seus desenhos criam pequenas brincadeiras, como se estivesse dentro do centro produtivo da imaginação infantil.
Eva Furnari
Os textos de Eva Furnari são deliciosos. Sua bibliografia é extensa e muito respeitavel. Vários seriam os livros que se poderia citar de Eva, mas, por se tratar de um evento literario, achei conveniente recomendar o coelho mal humorado mais simpático que existe, Felpo Filva. O texto é muito bem humorado, e ao longo de suas páginas, ensina as crianças os estilos literarios. Cartas, poemas, contos, esse coelho esua amiga secreta escrevem de tudo!
Quanto a ilustração… Eva não apenas escreve como desenha muito bem. Seu traço é leve, e suas aquarelas traduzem a alma de seus personagens, reforçando em cada gesto sua personalidade.
Agora só nos resta acompanhar esta festa dos livros e nos deliciar com as várias descobertas que ela nos proporciona.
E que venha a Bienal do livro! rs

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